Malvinas aprovam permanecer sob a Grã-Bretanha

Quase 100% dos eleitores das Ilhas Malvinas (Falklands para os britânicos) que votaram no referendo de domingo e segunda-feira respaldaram o atual status do arquipélago, desejando que ele continue sendo controlado pela Grã-Bretanha.

PUERTO STANLEY, MALVINAS, O Estado de S.Paulo

12 de março de 2013 | 02h01

O governo das Malvinas convocou o referendo em resposta à reclamação territorial da Argentina, que pressiona Londres a iniciar um processo de negociação para resolver a disputa territorial das ilhas do Atlântico Sul. O governo queria deixar claro que os moradores são contra qualquer negociação e não querem passar para a soberania argentina.

Após a recontagem dos votos na prefeitura de Puerto Stanley, o chefe da mesa eleitoral, Keith Padgett, anunciou que 98,8% das 1.650 pessoas habilitadas a votar - dos 2.563 moradores - disseram "sim" à pergunta se eles queriam que as Malvinas continuassem como território dependente da Grã-Bretanha.

O governo da Argentina, que reclama as estratégicas ilhas desde 1833, já havia indicado que não aceitará o resultado do referendo. A Guerra das Malvinas, de 1982, deixou 649 argentinos, 255 britânicos e 3 civis das ilhas mortos e terminou com a rendição do governo de Buenos Aires. / AFP e EFE

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