Mandato de presidente do Iêmen é estendido; líder xiita é morto

Facções políticas do Iêmen estenderam o mandato do presidente por um ano e aprovaram um novo sistema federal no fim de conversações de reconciliação nacional nesta terça-feira, um marco na transição do conturbado país à democracia.

MOHAMED GHOBARI, Reuters

21 de janeiro de 2014 | 20h32

Destacando os desafios de segurança enfrentados pelo Iêmen, homens desconhecidos mataram um líder do grupo xiita iemenita Houthi enquanto ele estava dirigindo para participar da sessão final das negociações.

O Iêmen faz fronteira com a Arábia Saudita, grande país exportador de petróleo, e abriga uma das ramificações mais ativas da Al-Qaeda.

O país tem sido tomado pela crescente violência e ilegalidade, enquanto tenta superar uma turbulência política depois que o presidente Ali Abdullah Saleh deixou o cargo, após meses de protestos em massa contra seu longo governo em 2011.

Facções políticas do país deram ao presidente interino, Abd-Rabbu Mansour Hadi, cujo mandato de dois anos acabaria originalmente com as eleições em fevereiro de 2014, mais um ano depois de atrasos na transição para a democracia.

Ele irá supervisionar uma mudança para um sistema federal destinado a acomodar demandas separatistas do sul por mais autonomia. Os separatistas exigem a retomada do Estado que se juntou ao Iêmen do Norte em 1990.

As conversações de reconciliação nacional, lançadas em março de 2013 no âmbito de um acordo de transferência de poder mediado pelo Golfo, foram atrapalhadas por manifestações de políticos.

(Reportagem adicional de Ahmed Tolba, no Cairo)

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