Mandela celebra 90 anos com mais de 500 convidados

Ícone sul-africano antiapartheid recebe o presidente Thabo Mbeki e o líder do Congresso Jacob Zuma

Agências internacionais,

19 de julho de 2008 | 15h52

Nelson Mandela recebeu neste sábado, 19, em sua aldeia na Província do Cabo Oriental, na África do Sul, mais de 500 convidados na comemoração oficial de seu aniversário de 90 anos, todos cumprimentados pessoalmente. Entre os que participaram da festa para o ícone antiapartheid estavam o presidente sul-africano, Thabo Mbeki, e o líder do Congresso Jacob Zuma.   Veja também: Aos 90 anos, Mandela atinge status de herói   Mandela faz 90 anos e denuncia a desigualdade social   Foto: Associated Press   "Estamos reunidos para celebrar a vida e a herança de um pai, de um avô, de um amigo, de um combatente, de um homem de Estado e o construtor de uma nação", disse Zuma, favorito para ocupar a Presidência do país no ano que vem. Segundo ele, Mandela é um "símbolo de sacrifício, de unidade e da libertação", e seu legado é um "chamado para a defesa da democracia e para que a discriminação seja sempre evitada".   Entre outros amigos, foram convidados o também prêmio Nobel da Paz sul-africano Desmond Tutu e o ex-presidente do Zâmbia, Kenneth Kaunda. Uma das presenças mais especiais foi o antigo advogado de Mandela, George Bizos, que o defendeu junto com outros dirigentes da luta contra o regime de segregação racial, quando foi acusado de alta traição e condenado à prisão perpétua em 1964. Ele só foi libertado em 1990, tornando-se, em 1994, o primeiro presidente negro da África do Sul.   Em entrevista aos jornalistas na sexta-feira, dia de seu aniversário, Mandela pediu que os ricos façam mais pelos pobres. "Se você é pobre, você não tem chances de uma vida longa". "Há muitas pessoas na África do Sul que são ricas, que podem dividir as riquezas com as pessoas que não são tão afortunadas, que não conseguiram vencer a pobreza", afirmou. "Estou muito feliz por ter vivido até agora e espero que muitos sul-africanos e outras pessoas no mundo vivam assim para que possam ser admiradas", afirmou.

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