Mandela é homenageado no parlamento sul-africano

Zuma afirma que país está retomando o crescimento e que ex-presidente teve papel fundamental para a Copa

estadao.com.br,

11 de fevereiro de 2010 | 15h24

Mandela e sua esposa, Graca Machel, assistem homenagem no Parlamento. Foto:Schalk Van Zuydam/Efe

 

CIDADE DO CABO - O líder da luta contra o apartheid na África do Sul, Nelson Mandela, chegou ao Parlamento sul-africano, onde será homenageado no 20º aniversário de sua libertação. O ex-presidente sul africano foi ovacionado com os cantos de 'Mandela, não há ninguém como você".

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Mandela estava acompanhado de sua terceira esposa, Graça Machel, e entrou por uma porta lateral, protegido do público devido a seu frágil Estado de saúde. Ele deve discursar no Parlamento para lembrar sua libertação, após 27 anos na cadeia.

 

 Em um discurso em comemoração do vigésimo aniversário da saída de Mandela da prisão, o presidente da África do Sul, Jacob  Zuma, disse que o país está no caminho para a recuperação, mas o governo irá manter medidas para aumentar o crescimento e os empregos.

 

Zuma afirmou que seu país passou por mudanças fundamentais nas últimas duas décadas, e que um crescimento mais forte é agora necessário para criar postos de trabalho e alcançar objetivos sociais do pós-apartheid.

 

"Agora é a hora de estabelecer as bases para o crescimento continuar, e gerar mais empregos", disse. "Indicadores econômicos sugerem que estamos virando a esquina. A atividade econômica está crescendo na África do Sul, e nós esperamos que o crescimento continue", acrescentou.

 

O presidente declarou que o governo iria manter medidas adotadas para incentivar o crescimento, mas acrescentou que há uma necessidade urgente de criar mais empregos e subsidiar o custo da contratação de trabalhadores mais jovens.

 

Mais de um quarto dos 50 milhões de sul-africanos estão desempregados, estatística condenada por sindicatos ligados à Conferência Nacional Africana (CNA), partido de Zuma e de Mandela,  e aliados comunistas.

 

Sobre a Copa,  Zuma afirmou que deseja que a Copa Mundial de futebol de 2010 em seu país, organizada pela primeira vez no continente africano, seja um sucesso "em honra" de Nelson Mandela.

 

O herói da luta anti-apartheid e primeiro presidente negro da África do Sul "desempenhou um papel central para ajudar o país a obter os direitos para fazer este importante acontecimento", declarou Zuma. "Para isto, devemos fazer com que a Copa Mundial seja um enorme sucesso em sua honra", acrescentou.

Veteranos da campanha contra o apartheid refizeram o caminho de Mandela quando ele deixou a prisão Victor Verster, perto da Cidade do Cabo, onde passou os últimos meses dos seus 27 anos de prisão. Uma multidão admirou a estátua de 3 metros, erguida na prisão em 2008, representando os primeiros passos de Mandela como um homem livre.

Quatro anos após a libertação, os sul-africanos realizaram sua primeira eleição com a participação dos negros, elegendo Mandela presidente. Ele deixou o cargo após um mandato de cinco anos, ajudando a enraizar a democracia na África do Sul, em um continente onde os políticos em geral se mantêm no poder por meio de fraudes e da violência.

Mandela também é adorado no país por sua atuação em prol da reconciliação racial, garantindo uma transição pacífica, evitando a ocorrência na África do Sul dos períodos de caos e destruição das guerras anticoloniais no continente.

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