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Mandela é internado na África do Sul em estado grave, mas estável

Ícone da luta antiapartheid tem problemas pulmonares dois meses após deixar hospital

O Estado de S. Paulo

08 Junho 2013 | 08h56

O ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela está em condição "grave, mas estável" após ter sido levado a um hospital para ser tratado de uma infecção no pulmão, disse o governo sul-africano neste sábado, 8.   Mandela, de 94 anos, recebeu tratamento hospitalar várias vezes nos últimos meses.

A última vez que ele esteve no hospital, no dia 6 de abril, os médicos drenaram fluido da área de pulmão após ele ter sido diagnosticado com pneumonia. Mandela tem estado vulnerável a problemas respiratórios desde que contraiu tuberculose durante sua prisão de 27 anos devido ao apartheid no país.

"Durante os últimos anos, o ex-presidente Nelson Mandela tem tido uma recorrente infecção pulmonar", afirmou um comunicado do escritório do presidente da África do Sul, Jacob Zuma. "Essa manhã, por volta da 1h30 (horário local), sua condição se deteriorou e ele foi transferido para um hospital de Pretória."

Segundo o comunicado, Mandela estava recebendo cuido médico especial e os "médicos estava fazendo todo o possível para torná-lo melhor e confortável." Embora o governo não tenha informado onde Mandela foi internado, alguns jornalistas se concentraram em frente a um hospital em Pretória para comprovar que veículos oficiais e de familiares do ex-governante entram e saem do local, segundo a "Sapa".

Após o anúncio da internação de Mandela, alguns partidos e organizações sul-africanos expressaram solidariedade ao líder da luta contra o apartheid.Jackson Mthembu, porta-voz do partido Congresso Nacional Africano (CNA), que está no poder, desejou a Mandela, através de um comunicado, os "melhores desejos de uma rápida recuperação, de modo que receba alta em breve e volte aos cuidados e à comodidade de sua casa".

No mesmo tom se manifestaram o Congresso Sul-Africano de Sindicatos (Cosatu), principal central sindical do país, e o Partido Comunista da África do Sul. Além disso, o executivo-chefe da "Proudly South African" (uma campanha de promoção de produtos sul-africanos), Leslie Sedibe, disse que Madiba está em seus "pensamentos e orações". / EFE E AP

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