Manifestação anti-EUA acaba em tumulto em Buenos Aires

A embaixada dos Estados Unidos na Argentina foi apedrejada e vidros de agências de bancos da Espanha e dos Estados Unidos destruídos durante uma manifestação contra a guerra no Iraque ontem à noite. Os incidentes começaram quando cerca de quatrocentas pessoas protestavam em frente à sede diplomática americana, no bairro de Palermo, nesta capital. Entre os manifestantes estavam o Prêmio Nobel da Paz, Adolfo Perez Esquivel, e a presidente da entidade Mãe da Praça de Maio, Hebe de Bonafini. Segundo a polícia, um grupo de vinte pessoas encapuzadas deu início ao distúrbio, lançando as pedras contra a embaixada. A Polícia Federal e de cavalaria reprimiu, atirando bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha contra os manifestantes. Outros alvos do protesto foram as agências bancárias e ainda lojas e lanchonetes americanas. Ninguém foi preso.Desde que os Estados Unidos atacaram Bagdá, no Iraque, a Argentina declarou estado de alerta, no nível dois - são quatro níveis. A partir de então, a segurança foi reforçada nos aeroportos, portos, fronteiras e na sede diplomática dos Estados Unidos, além das representações da comunidade israelita. O governo explicou que as medidas são preventivas, já que a Argentina sofreu dois atentados durante os anos noventa. Na época, os atos terroristas contra a Associação Mutual Argentina (Amia) e a embaixada de Israel deixaram mais de cem mortos.Veja o especial:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.