EFE/Quique García
EFE/Quique García

Manifestação contra terrorismo reúne milhares de pessoas em Barcelona

Rei Felipe VI marchou com os manifestantes, enquanto a prefeita da cidade pedia à população que enchesse ‘as ruas de paz e liberdade’

O Estado de S.Paulo

26 Agosto 2017 | 20h47

BARCELONA - Sob o lema "Não tenho medo", milhares de pessoas, entre elas o rei Felipe da Espanha, se manifestaram neste sábado, 26, em Barcelona em repúdio à violência após os atentados terroristas que deixaram 15 mortos há nove dias.

"Vamos encher as ruas de paz e liberdade", pediu a prefeita da segunda maior cidade da Espanha.

Exibindo uma imensa faixa com o lema "No tinc por" ("Não tenho medo" em catalão), a passeata era liderada por representantes de associações policiais, bombeiros, médicos, taxistas, comerciantes e moradores que abriram suas portas às vítimas.

Em um episódio excepcional, o rei Felipe VI marchou com os manifestantes, mesmo que em um espaço mais afastado, destinado às autoridades como o chefe de governo espanhol Mariano Rajoy, presidentes regionais, ministros e líderes de partidos.

Na passeata, também pode ser vista a bandeira separatista catalã, ornada com uma estrela branca no fundo azul.

Os separatistas, que dirigem o governo regional catalão, vivem um confronto com o governo de Rajoy por seu desejo de realizar no dia 1.º. de outubro um referendo sobre independência, que Madri qualifica como ilegal.

Em função disso, manifestantes separatistas denunciaram a "hipocrisia" do Estado espanhol por protestar contra a violência jihadista, e, ao mesmo tempo, vender armas a países como a Arábia Saudita, acusados de vínculos com o islamismo radical. "Vossas políticas, nossas mortes!", cantavam os manifestantes, convocados por organizações separatistas para protestar simultaneamente à marcha contra o terrorismo.

A Espanha deve vender em breve cinco navios de guerra a Riad por mais de € 2 bilhões. Felipe VI, cuja família mantém laços estreitos com a realeza saudita, viajou para lá em janeiro para negociar o contrato. A Arábia Saudita é acusada regularmente de vínculos com radicais religiosos. / AFP

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