EFE/ Leonardo Mu?
EFE/ Leonardo Mu?

Manifestação de repúdio a ataque com carro-bomba reúne milhares na Colômbia

Protesto ocorreu em vários pontos do país e reuniu manifestantes emocionados vestidos de branco que balançavam bandeiras da Colômbia aos gritos de 'assassinos covardes' e 'a vida é sagrada'

Redação, O Estado de S.Paulo

20 de janeiro de 2019 | 17h35

BOGOTÁ - Milhares de pessoas marcharam na  Colômbia neste domingo, 20, em repúdio ao atentado com carro-bomba que matou 20 jovens de uma academia policial e o suposto agressor na quinta-feira, atribuído ao  Exército de Libertação Nacional (ELN), a última guerrilha ativa do país.

O protesto ocorreu em vários pontos do país e reuniu manifestantes emocionados vestidos de branco que balançavam bandeiras da Colômbia aos gritos de "assassinos covardes" e "a vida é sagrada". 

Em Bogotá, epicentro da mobilização, também foi realizado um serviço religioso em memória das vítimas, de entre 17 e 22 anos, do pior ataque com explosivos registrado na cidade desde 2003.

"Acho que um grupo que se dedica ao narcotráfico, sequestro e explode oleodutos não dá sinais de que quer a paz, e menos ainda com ações como esta, de matar 20 jovens", disse Amanda Ramírez, de 49 anos, funcionária de um centro de estética.

O governo e alguns líderes da oposição se uniram ao protesto e caminharam pelas ruas da capital colombiana.

"Temos o coração apertado, mas também temos o desejo de honrar estes heróis, e honrar sua memória significa rechaçar a violência e o terrorismo e nos unirmos como país", declarou o presidente Iván Duque

O mandatário, que após o ataque decidiu cancelar os esforços de diálogo que seu antecessor, Juan Manuel Santos, tinha iniciado em 2017, também invocou apoio para "dobrar esta ameaça". 

Em um país ainda divido pelo pacto de paz de 2016, que desarmou a então poderosa guerrilha das Farc e legalizou sua luta política, Duque enfrenta críticas e chamados a revisar sua decisão ante o ELN.

Última guerrilha reconhecida na Colômbia, o ELN ainda não se pronunciou sobre as acusações do governo e da promotoria que lhe atribuem o atentado contra a principal escola de formação de policiais no país. / AFP 

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