Lam Yik Fei / The New York Times
Lam Yik Fei / The New York Times

Ao menos 49 são presos em ato proibido em Hong Kong; China pede punição a autores da violência

Segundo a polícia, os detidos são acusados de participar de uma manifestação ilegal, punido com entre três e cinco anos de prisão e multas; Pequim exige que se 'restabeleça a ordem rapidamente'

Redação, O Estado de S.Paulo

29 de julho de 2019 | 02h47
Atualizado 29 de julho de 2019 | 07h26

HONG KONG - Ao menos 49 pessoas foram detidas durante a manifestação realizada no domingo, 28, em Hong Kong. Os manifestantes desafiaram a proibição imposta pelas autoridades e foram às ruas.

Em comunicado divulgado nesta segunda-feira, 29, a polícia confirmou que os detidos são acusados de fazer parte de uma manifestação ilegal - punido em Hong Kong com entre três e cinco anos de prisão e multas - e/ou posse de armas ofensivas.

Segundo as forças de segurança, os "manifestantes radicais" atacaram os agentes antidistúrbios com tijolos, garrafas de vidro e dispararam bolinhas de metal com um estilingue. Eles também teriam empurrado um carro em chamas contra os policiais.

As autoridades, que afirmam ter apreendido "armas letais" como arcos e flechas, condenaram a atitude dos manifestantes e reiteraram sua "decisão e capacidade de levar os infratores à Justiça".

Os vários soldados antidistúrbios posicionados nas imediações da delegacia de Wan Chai e da sede do Escritório de Enlace - órgão oficial que representa Pequim em Hong Kong - dispararam várias bombas de gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes.

China pede punições aos autores da violência

A China pediu nesta segunda-feira ao Executivo de Hong Kong que aplique punições aos autores da violência nas manifestações e "restabeleça a ordem rapidamente". Durante uma entrevista coletiva em Pequim, uma funcionária do Escritório de Negócios de Hong Kong e Macao, órgão chinês encarregado das relações com a cidade do sul do território, afirmou que as manifestações dos últimos meses haviam "comprometido gravemente" a prosperidade e a estabilidade da região.

"Acreditamos que, por enquanto, a tarefa prioritária de Hong Kong é punir os atos violentos e ilegais conforme a lei, restabelecer a ordem rapidamente e manter um ambiente propício para os negócios", declarou a porta-voz do escritório, Xu Luying.

A Câmara de Comércio Americana (AmCham), cada vez mais preocupada com as consequências das manifestações e da violência na ex-colônia britânica, pediu às autoridades de Hong Kong que respondam à indignação de parte da população.

A instituição indicou em um comunicado que uma "clara maioria" de seus membros acredita que os dirigentes de Hong Kong teriam de fazer mais para responder às demandas dos manifestantes. A AmCham citou como exemplo de medidas a serem tomadas a necessidade de uma investigação pública sobre a violência cometida por uma parte ou outra, assim como a retirada definitiva do projeto de lei sobre as extradições à China, o que teria desencadeado os protestos. / EFE e AFP

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