Manifestações contra Israel pressionam países árabes

No Golfo Pérsico, onde manifestações populares são um fenômeno raro, passeatas diárias e ondas de violência nas ruas sublinham a crescente revolta das populações locais contra o ataque israelense aos palestinos - e a pressão a que estão submetidos os governos árabes que se apresentam como aliados dos EUA. Dezenas de milhares de árabes têm ido às ruas, em toda a região, desde que o governo israelense enviou tropas aos territórios palestinos e isolou o líder Yasser Arafat numa prisão domiciliar de fato, se não de direito. Os aliados árabes de Washington, ao exortar os EUA para que detenham Israel, apontam para as passeatas e manifestações como prova da seriedade da situação. Os povos árabes começam a exigir que seus governos ajam por conta própria, com sugestões que vão desde o rompimento com Israel a até um boicote internacional do petróleo.No Kwuait, país que deve sua independência à Guerra do Golfo, encabeçada pelos Estados Unidos contra o Iraque, mais de 1500 manifestantes foram à principal praça da capital cantando ?Morte a Israel, morte à América? e ?Deus é o único Deus, América é o inimigo de Deus?. Esse tipo de manifestação é raro num país que depende dos EUA para garantir a própria segurança.

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