Manifestações marcam o 1º de Maio na América Latina

Milhares de cubanos marcharam ao som de tambores nesta quinta-feira em celebração ao Dia Internacional do Trabalho. Manifestações similares foram registradas em vários outros países latino-americanos, com isolados casos de incidentes.

AE, Agência Estado

01 Maio 2014 | 21h45

Na Praça da Revolução, em Havana, médicos desfilaram com seus jalecos, empregados com seus uniformes e operários com cartazes artesanais que identificavam seus sindicatos. Bandeiras cubanas e faixas com fotos do ex-presidente Fidel Castro e do atual, Raúl Castro, eram vistas na marcha.

"A presença massiva dos trabalhadores constitui a mais genuína mensagem ao mundo de unidade e respaldo inquebrantável da revolução", disse o líder da Central dos Trabalhadores de Cuba, a única associação de sindicatos do país, Ulises Guilarte de Nacimiento.

Em outros países, no entanto, houve confrontos. Na Venezuela, aliados do governo e opositores mediam forças nas ruas em diferentes passeatas para comemorar o Primeiro de Maio em meio a crise política e econômica que impera no país.

Os grupos de esquerda e o sindicalismo celebraram de forma separada e em distintos atos na Argentina. A esquerda se mobilizou em frente à sede do governo para manifestar o seu desacordo em relação às negociações salariais dos diversos setores da economia e reivindicando um aumento maior do salário mínimo.

Na Bolívia, uma passeata se encerrou na frente do palácio do governo em La Paz, de onde o presidente Evo Morales anunciou um aumento geral de 10% nos salários, conforme acordado com a Central Operária Boliviana. O líder não informou sobre a nacionalização de nenhuma empresa, quebrando a tradição que marca o Primeiro de Maio no país desde 2006.

Em El Salvador, o presidente eleito, o ex-guerrilheiro Salvador Sánchez Cerén, participou de uma grande marcha e diante dos manifestantes se comprometeu a manter um diálogo permanente com os trabalhadores e prometeu ouvir suas demandas.

Na Colômbia houve diversas marchas, todas elas pacíficas e que marcaram o Primeiro de Maio mais pacífico no país nos últimos anos, segundo declarou o diretor da polícia nacional, general Rodolfo Palomino.

No Panamá, milhares de trabalhadores fizeram uma manifestação em frente à Praça Cinco de Maio, marcando o Dia do Trabalho em meio a enorme greve geral que o sindicato da construção civil comanda por melhores salários e outros benefícios.

Na Nicarágua, as autoridades não realizaram o tradicional desfile militar dos sandinistas porque o país se encontra em estado de alerta por conta dos fortes sismos que sacodem o território desde 10 de abril. A comemoração foi realizada na noite de ontem. Fonte: Associated Press.

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