Jorge Abrego/EFE
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Manifestações na Bolívia somam 23 mortes em um mês, afirma CIDH

De acordo com a Comissão, 715 pessoas também foram feridas durante o período

Redação, O Estado de S.Paulo

17 de novembro de 2019 | 02h11

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) elevou o número de mortes para 23, e de pessoas feridas para 715, durante a crise na Bolívia após as eleições de 20 de outubro. O anúncio foi feito no Twitter oficial do órgão no final da noite de sábado, 16.

A CIDH explicou na rede social que atualiza o número de vítimas na Bolívia depois de "desde ontem haver 9 mortos e 122 feridos a partir da repressão combinada da polícia e das forças armadas".

Esses dados atualizados referem-se a vítimas de confrontos entre produtores de coca relacionados a Evo Morales e policiais, na última sexta-feira, perto da cidade de Cochabamba, no centro da Bolívia, no dia mais trágico desde o início da crise. Evo Morales, isolado no México, escreveu no Twitter que as mortes nesses tumultos são doze, sem citar fontes. A presidente interina da Bolívia, Jeanine Áñez, disse na mesma rede social que "tanta violência dói, morte dói, que a Bolívia merece viver em paz".

Áñez e Morales enfrentam críticas à violência na Bolívia, onde policiais e militares vêm conduzindo operações conjuntas para manter a ordem desde segunda-feira passada. A CIDH denunciou neste dia um decreto do governo provisório da Bolívia que isenta as forças da ordem de responsabilidade criminal se elas agirem "em defesa legítima ou em estado de necessidade" e sob os critérios de "legalidade, necessidade absoluta e proporcionalidade".

O executivo de Áñez respondeu que não implica uma "licença para matar" e está enquadrado na Constituição e nas leis do país. O Ombudsman da Bolívia alertou que recebe denúncias "sobre a possível implantação de provas para incriminar pessoas em atos criminosos" pela polícia. "É importante que a Direção Geral de Investigações Internas (DIGIPI), em um sinal de transparência, possa investigar esses fatos e estabelecer sanções", acrescentou ele no Twitter. /EFE

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