Manifestações são sinal de uma democracia sã, diz Bush

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, afirmou que as manifestações realizadas nesta segunda-feira na Indonésia em protesto contra sua presença e a política externa americana são sinal de uma democracia sã. Em entrevista coletiva em Bogor, junto ao presidente indonésio, Susilo Bambang Yudhoyono, com quem se reuniu nesta segunda-feira, Bush minimizou a importância das manifestações, que reuniram cerca de 30 mil pessoas em Jacarta e 8 mil na cidade em que estava, cerca de 55 quilômetros ao sul da capital. "Aplaudo uma sociedade onde as pessoas podem se expressar", afirmou Bush. "Não é a primeira vez que são realizadas manifestações contra minhas políticas. É o que ocorre quando são tomadas decisões difíceis." Bush defendeu o direito dos manifestantes de opinar como queiram e expressar seus pontos de vista. "Não acho que a liberdade seja algo só para os americanos ou para os cristãos metodistas", afirmou. As manifestações, convocadas por grupos islâmicos, repetiram-se em todo o país desde o início deste mês e se intensificaram nos últimos dias. Para evitar incidentes, o governo mobilizou 27 mil agentes das diferentes forças de segurança de oito províncias do país, enviando-os para Jacarta e Bogor. Yudhoyono fez neste fim de semana chamados à moderação dos protestos, enquanto os militantes islâmicos mais extremistas, como os membros do grupo Coalizão para Acabar com Bush, exigiam o assassinato do governante americano. Os manifestantes levavam bandeiras palestinas e cartazes nos quais a imagem de Bush aparecia caracterizada como um demônio, além de faixas com slogans que o qualificavam de "violador dos direitos humanos", "assassino" e "terrorista". Os protestos, nos quais os participantes, em sua maioria homens, gritavam palavras de ordem e levantavam os punhos, ocorreram sem incidentes graves, embora tenham sido queimadas bandeiras americanas e fotos de Bush.

Agencia Estado,

20 Novembro 2006 | 13h41

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.