Manifestante cristão morre em confronto com a polícia egípcia

Autoridades suspenderam obras em igreja à força; religiosos tentaram invadir prédio do governo

Associated Press

24 de novembro de 2010 | 15h50

Protestos. Cristãos querem volta das obras da igreja na capital egípcia.

 

CAIRO - Centenas de cristão realizaram protestos violentos nesta quarta-feira, 24, em Cairo, no Egito, depois que a polícia suspendeu a construção de uma igreja. Uma pessoa morreu nos incidentes, que mostram as tensões sectárias no país africano.

 

Carros e janelas foram depredados. Os manifestantes ainda tentaram invadir um prédio da administração municipal. A polícia entrou em conflito com os manifestantes no local de obras da igreja pela manhã. Horas depois, o palácio do governador foi atacado em represália.

 

Um cristão foi baleado e morreu ao chegar no hospital, segundo a agência oficial Mena. Ainda segundo a agência, 68 pessoas ficaram feridas e 133 foram presas. Dois padres foram convocados pela Promotoria Geral para um interrogatório.

 

Os cristão compõem cerca de 10% da população de 80 milhões de egípcios. Eles reclamam frequentemente da discriminação, embora geralmente vivam em paz com as comunidades islâmicas majoritárias. Os conflitos geralmente ocorrem por conta das construções das igrejas.

 

Segundo o governo, a suspensão das obras foi determinada desta vez porque não havia licença. "A decisão foi tomada porque as obras violavam as normas de segurança e porque eles tentava, transformar o prédio em um local de orações ilegalmente", afirmaram as autoridades por meio de nota.

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