Manifestante de missa papal segue preso

A Comissão Cubana de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional (CCDHRN) informou que continua preso o dissidente cubano Andrés Carrión Álvarez, que, segundo os opositores do governo castrista, foi detido pela polícia política por ter gritado contra o regime da ilha diante do altar em que o papa Bento XVI rezaria sua primeira missa no país, no dia 26, em Santiago de Cuba.

O Estado de S.Paulo

15 de abril de 2012 | 03h05

O ativista Elizardo Sánchez, presidente da entidade, afirmou ao Estado que "nenhuma acusação formal" foi feita contra Carrión, que está preso no quartel do Departamento de Segurança de Estado da região, conhecido como "Versailles" na ilha.

O opositor José Daniel Ferrer García, que coordena da União Patriótica Nacional (Unpacu) - entidade dissidente que tem sede em Santiago de Cuba - identificou Carrión após quatro dias de mistério sobre quem era o homem que havia se manifestado diante do altar papal e desaparecido logo depois. No dia 2, Ferrer também foi detido, denunciam os dissidentes cubanos.

Protesto. De acordo com Sánchez, "ambos estão incomunicáveis e só receberam uma visita de sua família, em que foram impedidos de discutir sua situação judicial". O presidente do CCDHRN afirmou que Ferrer também não recebeu acusação formal e, por esse motivo, os dois não puderam nomear advogados. Sánchez disse ser "impensável" um ato público em defesa dos "presos de consciência", pois "todos os manifestantes estariam sujeitos a detenção", mas que a Unpacu poderá organizar um protesto. / G.R.

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