Manifestante é morta no Iêmen; tanques deixam Taiz

Forças leais ao presidente demissionário Ali Abdullah Saleh mataram na segunda-feira uma mulher que participava de uma passeata em Taiz, segunda maior cidade do país, disseram testemunhas e ativistas. O incidente ocorreu no mesmo dia em que tanques deixaram a cidade, cumprindo os termos de um cessar-fogo.

REUTERS

05 de dezembro de 2011 | 19h03

Homens armados com fuzis Kalashnikov, ligados a tribos hostis a Saleh, e membros da Guarda Republicana, comandada por um filho do presidente, continuam nas ruas da cidade, segundo testemunhas.

Tanques, blindados e combatentes da oposição deixaram algumas partes de Taiz, epicentro dos dez meses de protesto contra Saleh, que aceitou no mês passado deixar o poder, após ocupá-lo por 33 anos. Mas ainda há homens armados na cidade, inclusive franco-atiradores, e eles alvejaram manifestantes, segundo testemunhas.

"Ambos os lados violaram o acordo de cessar-fogo. Estávamos marchando pacificamente e eles (as forças de Saleh) atiraram em nós novamente", disse à Reuters o estudante de medicina Hamoud al Aklamy.

Ambos os lados desocuparam suas posições na cidade por ordem de uma comissão parlamentar instituída no fim de semana pelo presidente interino, Abd-Rabbu Mansour Hadi, com a intenção de acabar com confrontos que deixaram pelo menos 20 mortos desde quinta-feira.

Milhares de oposicionistas se reuniram no centro de Taiz, cerca de 200 quilômetros ao sul de Sanaa, a capital, para protestar contra ataques a manifestantes pacíficos.

(Por Mohammed Ghobari)

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