Manifestante morre em ato contra crise econômica na Tunísia

Protesto contra alta de impostos na periferia de Túnis teve saques e confronto com a polícia; 50 pessoas foram presas

TÚNIS, O Estado de S.Paulo

12 de janeiro de 2014 | 02h01

Ao menos uma pessoa morreu na madrugada de ontem na periferia de Túnis, a capital da Tunísia, em protestos contra uma alta de impostos anunciada pelo governo. Houve saques e ao menos 50 pessoas foram presas, segundo a polícia.

Os protestos ocorrem apenas dois dias depois da renúncia do primeiro-ministro Ali Larayedh, como parte de um acordo com a oposição para concluir o processo de transição para a democracia.

Antes de deixar o cargo, o premiê autorizou uma alta de impostos vista como necessária para equilibrar o orçamento do governo, o que irritou as camadas de menor poder aquisitivo da população. O aumento foi suspenso, mas isso não conseguiu acalmar os manifestantes, que saíram às ruas para protestar. Os principais conflitos ocorreram no subúrbio de Ettaddamon e na cidade de Bouchebka, perto da Argélia, onde houve também e depredação de lojas e prédios públicos.

Os protestos começaram horas depois de o novo primeiro-ministro, Mehdi Jomaa assumir o cargo. "Farei de tudo ao meu alcance para superar os obstáculos e restaurar a segurança e a estabilidade da Tunísia, disse o premiê.

O assassinato de dois líderes de oposição por homens armados no ano passado fortaleceu os adversários seculares do partido islâmico Ennahda, que chegou a um acordo no ano passado com o principal grupo de oposição, o Nidaa Tounes, para entregar o poder quando os partidos terminassem de escrever a nova Constituição. / AP

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.