Noah Seelam / AFP
Noah Seelam / AFP

Manifestante morre na Caxemira durante perseguição policial

Esta é a primeira morte registrada desde que o governo nacionalista hindu do primeiro-ministro Narendra Modi revogou a autonomia constitucional da região de maioria muçulmana

Redação, O Estado de S.Paulo

07 de agosto de 2019 | 06h24

SRINAGAR, ÍNDIA - Um manifestante morreu após ser perseguido por policiais na Caxemira, afirmaram fontes policiais nesta quarta-feira, 7. O governo indiano revogou no início desta semana a autonomia constitucional da região de maioria muçulmana reivindicada pelo Paquistão.

Esta é a primeira morte registrada desde que o governo nacionalista hindu do primeiro-ministro Narendra Modi eliminou o estatuto especial que Jammu e Caxemira tinha desde a independência da Índia em 1947, quando a região foi dividida entre indianos e paquistaneses.

Uma fonte policial disse, sob condição de anonimato, que um jovem manifestante perseguido pela polícia na área histórica “pulou no rio Jhelum e morreu”.

Apesar da forte presença das forças de segurança - o governo indiano mobilizou nos últimos dias mais de 80 mil agentes na região, que normalmente já é muito militarizada - e das proibições de deslocamentos e reuniões, algumas manifestações foram realizadas na cidade de Srinagar, bastião da contestação contra a Índia.

Até o momento, os protestos deixaram ao menos seis feridos, segundo informações de um hospital local.

Caxemira segue isolada do resto do mundo nesta quarta-feira, depois que o governo indiano cortou todas as formas de comunicação da região na noite de domingo. Nos últimos dias, Srinagar se tornou uma cidade fantasma, com lojas e mercados fechados e ruas desertas.

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"Lutaremos contra esta medida ante todas as instâncias, incluindo o Conselho de Segurança da ONU", afirmou o premiê diante de parlamentares paquistaneses, acrescentando que seu governo também pretende recorrer ao Tribunal Penal Internacional.

A revogação da autonomia da Caxemira era uma promessa de campanha dos nacionalistas de Modi, recentemente reeleito para um segundo mandato. / AFP

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