Manifestantes aguardam votação do orçamento grego

Cerca de 15 mil manifestantes estão reunidos na Praça Syntagma, a principal de Atenas, perto da sede do parlamento, aguardando a votação do orçamento do governo para 2013 em uma manifestação pacífica contra as medidas de austeridade propostas pelo governo.

AE, Agência Estado

11 de novembro de 2012 | 18h08

Os políticos devem aprovar o corte de pensões e salários para permitir que o país se qualifique para receber a próxima parcela do pacote de ajuda financeira externa, no valor de 31,5 bilhões de euros. O primeiro-ministro Antonis Samaras alertou que sem esses recursos o país ficará sem recursos em caixa na próxima sexta-feira (16).

As votações ocorrem perto da meia-noite e há grandes chances de a proposta atual ser aprovada já que, na última quarta-feira (7), a maioria dos 300 parlamentares foi favorável a um projeto de lei com mais reduções de gastos e aumentos de impostos, apesar das amplas divergências dentro da coalizão tripartidária do governo da Grécia.

Os manifestantes na Praça Syntagma levaram bandeiras com mensagens contra as medidas de austeridade e de oposição à intervenção do FMI. O protesto, entretanto, é pacífico até o momento, diferentemente do que ocorreu na votação do mais recente pacote de austeridade pelo parlamento grego. Na votação de quarta-feira, manifestantes jogaram pedras, pedaços de mármore e bombas caseiras nos policiais, que responderam com grandes quantidades de gás lacrimogêneo e usaram, pela primeira vez em décadas, jatos d''água contra os manifestantes.

Pesquisa

Para medir a adesão das pessoas às medidas de austeridade adotadas pela Grécia, o jornal local To Vima fez uma pesquisa de opinião com 1.017 pessoas e constatou que 66% dos entrevistados discordam. Porém, 52% da população consultada afirmou que o governo eleito em junho precisa de mais tempo para lidar com as questões econômicas.

Mesmo se as medidas de austeridade forem aprovadas, os credores internacionais não correrão para aprovar o desembolso da parcela de ajuda à Grécia, afirmou o ministro de Finanças da Alemanha, Wolfgang Schäuble, em entrevista ao jornal alemão Welt am Sonntag na última sexta-feira (9). "Nós queremos ajudar, mas não seremos colocados sob pressão." Segundo ele, o parlamento alemão precisa "checar, discutir e deliberar" sobre o repasse dos recurso à Grécia. As informações são da Associated Press.

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