Manifestantes atacam embaixadas dos EUA e França na Síria

Residência oficial do embaixador americano também foi alvo de simpatizantes de Assad

estadão.com.br,

11 de julho de 2011 | 11h38

Atualizado às 16h15

 

Imagem de site local mostra ativistas pró-Assad diante da Embaixada dos EUA

 

DAMASCO - Guardas da Embaixada da França em Damasco atiraram contra simpatizantes do presidente Bashar al-Assad que tentaram invadir o complexo nesta segunda-feira, 11, disseram diplomatas da capital síria. Uma multidão semelhante invadiu a Embaixada norte-americana, mas deixou o local em seguida, acrescentaram as fontes.

 

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Os seguidores de Assad se manifestaram nesta manhã em frente a estes edifícios em protesto pela visita realizada na sexta-feira pelos embaixadores dos EUA, Robert Ford, e da França, Eric Chevallier, à Hama, palco de grandes protestos contra o regime sírio.

 

 
Sem vítimas

 

O correspondente da Al Arabiya em Damasco explicou que durante os incidentes, que já terminaram, os manifestantes lançaram pedras contra as janelas de ambos os edifícios, mas não houve vítimas. Além disso, o grupo que se reunia em frente à Embaixada americana conseguiu entrar no complexo onde se encontra a sede diplomática.

 

Um diplomata americano em Damasco, citado pelo canal, criticou a reação das autoridades sírias diante destes incidentes e afirmou que não cumpriram com seu dever de proteger a Embaixada. Segundo o porta-voz da Embaixada norte-americana, a resposta das autoridades sírias foi "lenta e insuficiente".

 

Não houve registro imediato de feridos nos ataques, que ocorreram três dias depois da visita dos diplomatas a Hama, em uma demonstração sem precedentes de apoio aos manifestantes pró-democracia.

 

Residência

 

Segundo informações da AP, a residência oficial do embaixador americano também foi atacada por uma multidão. Segundo a Al Arabiya, a Embaixada dos EUA deve emitir "nas próximas horas ou na terça-feira" um comunicado para dar sua versão dos fatos.

 

Hama

 

No domingo, o Ministério sírio das Relações Exteriores chamou para consultas os embaixadores americano e francês em Damasco para protestar por suas visitas a Hama sem autorização prévia. O ministério qualificou as visitas de "uma ingerência clara nos assuntos internos sírios e uma confirmação da existência de um apoio estrangeiro que quer desestabilizar a segurança e a estabilidade do país no momento em que inicia o diálogo nacional destinado a construir o futuro da Síria".

Desde março, a Síria é palco de revoltas populares que já tiraram a vida de mais de 1,4 mil e 348 militares e policiais, segundo dados do Observatório Sírio para os Direitos Humanos.

 

Os protestos têm reunido centenas de milhares de pessoas em Hama, apesar da violenta repressão militar na cidade, cenário de um massacre em 1982 cometido pelo Exército.

 

Com Agência Estado, Reuters e Efe

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