Ari Jalal|Reuters
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Manifestantes atacam parlamento do Curdistão após renúncia de presidente

Masoud Barzani instruiu o parlamento a distribuir seus poderes presidenciais entre o primeiro-ministro curdo, o Parlamento e o Judiciário

AP, O Estado de S.Paulo

29 Outubro 2017 | 19h06

Bagdá - Conflitos são registrados na frente do edifício do parlamento de Irbil depois que o presidente da região curda autônoma do Iraque, Masoud Barzani, renunciou ao cargo neste domingo, 29, pouco mais de um mês após um polêmico referendo de independência liderado por ele, e que abriu uma crise regional.

Jornalistas testemunharam dezenas de manifestantes que atacaram o prédio, os parlamentares e a imprensa depois que Barzani fez seu primeiro pronunciamento na TV local. Em baixa, o líder curdo culpou o governo central em Bagdá pela crise regional que seguiu a votação da independência. "Eles (Bagdá) usaram o referendo como uma desculpa", disse ele. "Suas más intenções são muito claras há muito tempo".

"Sem o peshmerga, o Exército iraquiano nunca poderia ter libertado a cidade de Mosul", continuou, referindo-se aos combatentes curdos iraquianos. "Nós pensamos que a comunidade internacional recompensaria o peshmerga e o povo do Curdistão em troca. Eles respeitariam o sangue dos mártires."

Barzani instruiu o parlamento a distribuir seus poderes presidenciais entre o primeiro-ministro curdo, o Parlamento e o Judiciário. Ele também informou o parlamento que não buscará uma extensão de seu mandato, que deverá expirar no dia 1º de novembro, mas o assistente sênior de Barzani, Hemin Hawrami, disse que o movimento não significava que o líder curdo estava "renunciando".

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