Anthony WALLACE / AFP
Anthony WALLACE / AFP

Manifestantes bloqueiam aeroporto de Hong Kong neste domingo e quarenta pessoas são presas

Circulação de trens para o aeroporto foi suspensa, mas pousos e decolagens não foram afetados; Anistia Internacional se posicionou contra violência policial

Redação, O Estado de S.Paulo

01 de setembro de 2019 | 07h32
Atualizado 01 de setembro de 2019 | 22h17

Durante uma noite de violência nas primeiras horas deste domingo, 01, centenas de pessoas se reuniram em frente ao aeroporto de Hong Kong em mais uma série de protestos contra o governo chinês. A polícia disse que os manifestantes atiraram postes, tijolos e pedras no metrô próximo à estação do aeroporto e invadiram a pista.

Em resposta, a polícia disparou gás lacrimogêneo, canhões de água e balas de borracha. Os manifestantes arremessaram coquetéis molotov e tijolos, além de incendiarem barricadas. O confronto foi acompanhado por helicópteros do governo, que sobrevoavam a área. 

 

A segurança foi reforçada na entrada dos terminais, os trens para o aeroporto foram suspensos e uma rodovia ficou congestionada, mas não houve interrupção nos pousos e decolagens do aeroporto.  A polícia de Hong Kong afirma que prendeu 40 pessoas dentro da estação de metrô Prince Edward por suspeita de vandalismo e imagens de pessoas sendo espancadas pela polícia correram o mundo. Parte do sistema de metrô foi afetado e três estações foram fechadas. 

A Anistia Internacional disse que a violência no metrô deve ser investigada. "A violência dirigida à polícia no sábado não é desculpa para os policiais irem para o tumulto em outro lugar", afirmou.

No início da noite, os manifestantes deixaram o aeroporto e milhares seguiram a pé para a cidade de Tung Chung.

 

Confrontos entre manifestantes e policiais

A manifestação ocorre após confrontos violentos no último sábado, quando a população ateou fogo em barricadas e lançou coquetéis molotov contra a polícia. As forças de segurança reagiram com bombas de gás lacrimogêneo e jatos d'água coloridos para identificar os manifestantes. Na sexta-feira, pelo menos vinte pessoas identificadas como organizadoras dos protestos foram detidas pela polícia de Hong Kong.

A China acusa potências estrangeiras, particularmente os Estados Unidos e a Inglaterra, de incentivarem os protestos. Várias centenas de manifestantes também se reuniram em frente ao consulado britânico no centro de Hong Kong, agitando bandeiras do Reino Unido e e cantando "Deus salve a rainha".

Os protestos começaram em junho contra um projeto de extradição, agora suspenso, que permitiria que as pessoas na cidade fossem enviadas à China para julgamento em tribunais controlados pelo Partido Comunista. Ao longo das últimas treze semanas, porém, as manifestações evoluíram para uma demanda generalizada por maior democracia. / AFP e Reuters

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