Manifestantes chamam Sharon de "nazista" no Rio

Um pequeno tumulto marcou o ato pelo Dia Internacional de Luta Campesina e em Defesa da Solidariedade ao Povo Palestino, hoje, no centro do Rio. Na rua da Alfândega, parte dos 200 manifestantes entrou em conflito com um homem não-identificado, que acabou sendo detido pela Polícia Militar. De acordo com policiais, o homem, que passava pelo local, não gostou das ofensas dirigidas ao primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon. Entre outras palavras de ordem, os integrantes da manifestação gritavam "Sharon assassino, viva o povo palestino" e chamavam o general israelense de "nazista", assim como o presidente dos EUA, George W. Bush.A passeata, organizada por sindicalistas e militantes de partidos de esquerda, percorreu ruas do Saara (Sociedade dos Amigos da Rua da Alfândega e Adjacências), que concentra lojistas de origem judaica e árabe, entre outras nacionalidades, e prosseguiu pela avenida Rio Branco até a Cinelândia. O comerciante Anis Chilazi, de 72 anos, descendente de árabes, aprovou a manifestação. "Quando os alemães massacraram os judeus, eles não gostaram. Agora, estão fazendo o mesmo com os palestinos."Representantes da comunidade muçulmana no Rio estiveram presentes ao protesto. "Queremos mostrar à opinião pública as atrocidades de Israel. Pedimos ao governo brasileiro que tenha uma atitude mais enérgica e peça oficialmente a retirada das tropas israelenses dos territórios palestinos", disse Abdalbagi Osman, presidente da Sociedade Beneficente Muçulmana do Rio.Dois caixões - um coberto com a bandeira da Palestina e outro com a do Movimento dos Sem Terra - foram carregados pelos manifestantes. Uma faixa comparava a estrela de Davi, símbolo dos judeus, à suástica nazista. Diversas pessoas levavam nos ombros a hata, parte do traje típico árabe usado pelo presidente da Autoridade Nacional Palestina, Yasser Arafat. O protesto, no qual se viam muitas bandeiras do Brasil, teve a participação de parlamentares petistas.

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