Elvis Gonzales/EFE
Elvis Gonzales/EFE

Manifestantes chilenos acusam polícia de disparar água com produto químico

Vídeos e fotos que circulam nas redes sociais mostram jatos de cor amarela que teriam sido lançados contra a multidão nesta sexta-feira, 10

Redação, O Estado de S.Paulo

10 de janeiro de 2020 | 23h56

As mobilizações desta sexta-feira, 10, em Santiago do Chile registraram incêndio de um ônibus, alguns confrontos e denúncias de que a Polícia teria usado substâncias químicas na água utilizada para dispersar manifestantes.

Vídeos e fotos que circulam nas redes sociais mostram jatos de água de cor amarela que teriam sido lançados pela polícia nesta sexta-feira. Com relatos de queimaduras e vômitos, manifestantes e políticos levantam suspeitas de que a água estaria misturada a algum produto químico. 

"Alguém no governo pode explicar por que a água do guanaco (nome coloquial que os veículos lançadores de água recebem no Chile) tem essa cor? Eles estão queimando rostos e corpos de manifestantes neste momento! Essa brutalidade policial deve parar", escreveu o deputado da oposição Pablo Vidal Rojas, em sua conta no Twitter.

Também deputado da oposição, Miguel Crispi divulgou na mesma rede social algumas fotos de pessoas com supostas queimaduras na pele pela água jogada pela polícia e instou a "agir prontamente para saber o que ela contém".

Não é a primeira vez que a polícia chilena é acusada de usar substâncias tóxicas em jatos de água. No dia 16 de dezembro, o órgão afirmou que todos os materiais utilizados “estão validados internacionalmente”. A declaração foi dada após um estudo do Movimento Saúde em Resistência (MSR) ter afirmado, com base em amostras da água utilizada pelos carros da polícia, que o líquido continha gás pimenta e soda cáustica, um elemento “altamente corrosivo”.

Os protestos desta sexta-feira reuniram milhares de pessoas na Plaza Italia, no centro da capital chilena, em um ambiente festivo. O estopim social que toma o país completa 12 semanas. As manifestações contra a desigualdade no país, iniciadas no dia 18 de outubro, acontecem quase exclusivamente às sextas-feiras e, apesar de terem perdido a força, indicam que a crise parece estar longe de ser resolvida, apesar das medidas sociais anunciadas pelo governo, incluindo um plebiscito sobre uma nova constituição. /EFE

 

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