Manifestantes continuarão com protestos no centro comercial de Bangcoc

'Camisas Vermelhas' pedem renúncia e primeiro-ministro e convocação de novas eleições

Associated Press

05 de abril de 2010 | 10h45

 

BANGCOC - Milhares de tailandeses que protestam contra o governo reafirmaram nesta segunda-feira, 5, o desejo de permanecer no centro comercial de Bangcoc mesmo após a Polícia ordenar sua retirada do local e dos apelos dos empresários, que dizem que as marchas estão prejudicando a economia do país.

 

Os manifestantes agora levaram o protesto à sede da Comissão Eleitoral. Eles pressionam o órgão para decidir se o Partido Democrata violou ou não leis eleitorais sobre doações para campanhas, o que poderia gerar a dissolução do bloco político.

 

O movimento, formalmente conhecido como Frente Unida pela Democracia Contra a Ditadura, pede a renúncia do primeiro-ministro Abhisit Vejjajiva e a convocação de novas eleições. As alegações são de que Vejjajiva chegou ao poder de forma ilegal depois que o antigo premiê, Thaksin Shinawatra, foi deposto após ser acusado de corrupção.

 

Consequências

 

Os protestos chegaram ao distrito comercial de Bangcoc durante o fim de semana e forçou o fechamento de mais de seis shoppings e o aumento da segurança em pelo menos cinco hotéis próximos. O governo estima que as perdas econômicas causadas pelo movimento girem em torno de 500 milhões de Bahts (US$ 15 milhões) por dia.

 

O governo emitiu uma ordem de retirada para os líderes dos camisas vermelhas, como são chamados os adeptos do movimento, prevenido-os também de fazer manifestações em 11 vias da capital tailandesa. Não há informações, porém, se as reivindações de Vejjajiva serão atendidas.

 

Até agora, o governo decidiu não acionar as forças militares contra os manifestantes, embora haja pressão de vários setores da população de Bangcoc alegando que as perdas econômicias já foram muito grandes e os distúrbios já estão atingindo a vida dos tailandeses rotineiramente.

 

Tudo o que sabemos sobre:
TailândiaBangcocprotestos

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.