REUTERS/Susana Vera
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Manifestantes de Hong Kong preparam semana de comícios na hora do almoço

Estratégia começa nesta segunda-feira, 2, um dia após manifestação em massa mostrar que movimento ainda tem força

Redação, O Estado de S.Paulo

02 de dezembro de 2019 | 04h49

Manifestantes de Hong Kong se prepararam nesta segunda-feira, 2, para uma semana de comícios na hora do almoço. A programação começa um dia depois de uma manifestação em massa mostrar que o movimento antigovernamental ainda pode atrair pessoas para as ruas, mesmo depois dos recentes ganhos dos democratas nas eleições distritais.

Após uma rara pausa nas manifestações após o pleito, a polícia no domingo lançou gás lacrimogêneo para dispersar milhares de manifestantes antigovernamentais, enquanto os moradores gritavam "revolução do nosso tempo" e "libertem Hong Kong".

Os manifestantes estão planejando comícios de duas horas na hora do almoço nos próximos cinco dias, no distrito central do centro financeiro asiático, de acordo com publicações on-line. Os protestos atraíram uma grande parte da sociedade de Hong Kong – de estudantes a aposentados e funcionários de escritórios.

Os comícios na hora do almoço visam atrair profissionais de colarinho branco, que ocasionalmente bloquearam estradas nas últimas semanas, levando a alguns confrontos com a polícia. O protesto de domingo no movimentado distrito comercial de Tsim Sha Tsui seguiu uma marcha de "ação de graças" ao consulado dos Estados Unidos para mostrar gratidão pelo apoio do país às manifestações.

Enquanto as eleições distritais de 24 de novembro deram uma vitória esmagadora aos candidatos pró-democracia, os ativistas se comprometeram a manter o impulso do movimento antigovernamental. As demandas dos manifestantes incluem o fim da suposta intromissão de Pequim nas liberdades prometidas à ex-colônia britânica quando ela voltou ao domínio chinês em 1997, o sufrágio universal e uma investigação sobre o uso da força pela polícia. /Reuters

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