EFE/EPA/RODRIGO ANTUNES
EFE/EPA/RODRIGO ANTUNES

Manifestantes desafiam toque de recolher em Portugal após aumento de casos da covid

Trabalhadores, principalmente do setor de restaurantes, criticam governo por nova paralisação da economia; primeiro-ministro diz que esforço é necessário para conter segunda onda da doença

Redação, O Estado de S.Paulo

14 de novembro de 2020 | 14h25

LISBOA - Centenas de manifestantes reunidos no centro de Lisboa desafiaram o toque de recolher que entrou em vigor na tarde deste sábado, 14, nas regiões mais afetadas pela segunda onda da pandemia do coronavírus em Portugal

Depois de um toque de recolher noturno válido desde a segunda-feira, esta "proibição de circular em vias públicas" é aplicada a partir das 11h (horário de Brasília) de sábado e domingo em mais de uma centena de cidades portuguesas que apresentam um "risco agravado" para a covid-19, e onde vivem cerca de 70% dos dez milhões de habitantes do país. 

Cerca de 500 pessoas protestaram no centro da capital, convocadas pelo setor de restaurantes - um dos mais atingidos por essa medida - e um movimento de cidadãos que organizou uma "marcha pela liberdade".

"A pandemia está aí e temos que nos proteger, mas sem matar a economia", disse Carla Torres, de 33 anos, que trabalha em comunicação para chefs de cozinha, restaurantes e hotéis. "Nossos clientes não podem nos pagar e terão que demitir funcionários a partir do próximo mês", acrescentou. 

Na véspera, no Porto, grande cidade no norte de Portugal, uma manifestação de trabalhadores do setor causou momentos de tensão entre os manifestantes e a polícia. 

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"Este final de semana será muito diferente. Teremos que ficar em casa à tarde e à noite. Isso será muito difícil para todos", reconheceu o primeiro-ministro Antonio Costa, em mensagem de vídeo divulgada na manhã deste sábado. "A evolução da situação pandêmica é realmente muito grave", afirmou para justificar "o esforço adicional" que os portugueses estão sendo chamados a fazer.

Portugal detectou 6.600 novos casos confirmados da covid-19 em 24 horas, segundo o balanço oficial deste sábado, sendo que o número de mortes causadas pela doença ultrapassa os 3.300. 

A partir da próxima segunda-feira, o estado de emergência sanitária - aliado ao toque de recolher noturno e ao fim de semana - se estenderá a novas regiões, afetando 80% da população. / AFP

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