EFE/ EPA/ Julien de Rosa
EFE/ EPA/ Julien de Rosa

Manifestantes e policiais entram em confronto após invasão de estação de trem em Paris

Greve nacional contra os planos de reforma da Previdência do presidente da França, Emmanuel Macron, entrou no 19º dia

Redação, O Estado de S.Paulo

23 de dezembro de 2019 | 12h25

PARIS - Confrontos entre manifestantes e policiais provocaram tumulto na estação Gare de Lyon de Paris, nesta segunda-feira, 23 e uma greve nacional contra os planos de reforma da Previdência do presidente francês, Emmanuel Macron, entrou no 19º dia.

Os comerciantes parisienses registraram, nas últimas semanas, queda de 25% a 30% em suas vendas, em relação ao mesmo período do ano passado, segundo a federação de comércio especializado. O Conselho de Comércio da França (CdCF) apresentou a cifra de 20% de queda. Entre as empresas mais afetadas figuram perfumarias, lojas de brinquedos e chocolates.

A rede de televisão francesa BFM mostrou imagens do batalhão de choque confrontando um grupo de cerca de 30 manifestantes na estação, que é uma das mais movimentadas da capital e é muita usada por frequentadores de estâncias de esqui próximas dos Alpes.

Os manifestantes jogaram sinalizadores e fogos de artifício, e a fumaça se espalhou pelo saguão de Gare de Lyon.

As paralisações, que afetaram os preparativos para o Natal, também foram registradas em outras estações principais de Paris, como a Gare du Nord, que gerencia o serviço do Eurostar para Londres e Bruxelas, e a Gare de l’Est.

“Eu entendo (a greve), mas não estou de acordo com isso, pois acho que todos os franceses estão sendo reféns dessa situação e é difícil para nós entender qual é o objetivo”, disse Damien Dremont, na Gare de L’Este.

As duas semanas de paralisações contra a reforma de Macron, que descartaria pensões especiais para muitos servidores públicos e obrigaria os cidadãos a trabalhar até os 64 anos para receber a aposentadoria integral, vêm transtornando a rede de transportes da França.

Os trabalhadores da indústria petrolífera francesa também devem votar a favor de uma paralisação nas refinarias como parte do protesto. / Reuters

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