Manifestantes egípcios protestam e comemoram na praça Tahir

Reuters

25 de fevereiro de 2011 | 14h37

Manifestantes ocupam Praça Tahrir, no centro do Cairo.

 

CAIRO - Os egípcios que derrubaram o presidente Hosni Mubarak realizando protestos populares por 18 dias no Egito voltaram ao centro do Cairo nesta sexta-feira, 25, para pressionar a Junta Militar no poder do país a afastar os ministros do gabinete que eram leais ao antigo líder.

 

Na véspera de uma passeata que também comemorava as duas semanas desde a retirada de Mubarak do poder, as forças militares garantiram aos egípcios que "não haveria um retorno ao passado" da era Mubarak. Os líderes prometeram eleições dentro de seis meses.

A manifestação na praça Tahrir também lembrou as forças militares sobre o poder do povo, que pôs fim ao governo de 30 anos de Mubarak. Os ativistas pediram aos militares uma reforma no gabinete e a nomeação de uma equipe formada por tecnocratas.

"As exigências são claras: a renúncia do governo do (primeiro-ministro) Ahmed Shafiq; a libertação imediata dos prisioneiros políticos e a adoção de uma anistia geral que absolva todos", disse à Reuters Safwat Higazie, um líder do conselho formado para proteger a revolução no Egito.

"Não queremos mais Shafiq, mesmo se atirarem contra nós", gritavam ativistas. "Revolução até a vitória, revolução contra Shafiq e o palácio."

O clima também era festivo. Mães empurravam os filhos em carrinhos e as crianças tinham as bochechas pintadas com as cores vermelho, branco e preto, da bandeira egípcia. Muitos levavam a bandeira nacional, dançavam e cantavam músicas patrióticas enquanto os soldados apenas observavam.

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