Anthony Wallace/AFP
Anthony Wallace/AFP

Manifestantes em Hong Kong repetem cordão humano feito há 30 anos contra URSS

Protesto se assemelha ao 'Caminho Báltico', que aconteceu no dia 23 de agosto de 1989 e reuniu 2 milhões de pessoas na Estônia, Letônia e Lituânia em protesto contra a ocupação soviética

Redação, O Estado de S.Paulo

23 de agosto de 2019 | 17h28

HONG KONG - Dezenas de milhares de cidadãos de  Hong Kong formaram nesta sexta-feira, 23, um cordão humano que percorreu vários distritos do centro financeiro asiático, uma nova ação pró-democrática que lembra o protesto conhecido como "Caminho do Báltico", ocorrido há 30 anos nos países bálticos em prol da independência da União Soviética.

Às 20h (hora local; 9h em Brasília), muitas pessoas se reuniram nas ruas próximas das estações de metrô em três linhas na ilha de Hong Kong, em Kowloon, e nos Novos Territórios para darem as mãos e criarem o "Caminho de Hong Kong".

A ação pacífica foi organizada pelos internautas através do LIHKG, um fórum utilizado pelos manifestantes para organizar o movimento antigovernamental, que se repete há três meses e representa a maior crise política em décadas na região.

O protesto desta sexta-feira se assemelhou ao "Caminho Báltico", que aconteceu no dia 23 de agosto de 1989, no qual 2 milhões de pessoas de Estônia, Letônia e Lituânia se uniram e formaram uma longa fila de protesto contra a ocupação soviética.

As manifestações em Hong Kong começaram no início de junho, contra um polêmico projeto de lei de extradição que, segundo os opositores, poderia permitir que críticos ao regime comunista fossem levados à China para serem julgados sem garantias de direitos.

Pequim alega que por trás dos protestos existe uma "mão sombria", e com frequência aponta os Estados Unidos como responsáveis. No entanto, embora o governo de Hong Kong tenha suspendido a tramitação do polêmico texto, os protestos derivaram para reivindicações mais amplas sobre os mecanismos democráticos da região.

Sob a fórmula "um país, dois sistemas", Pequim se comprometeu a manter a autonomia de Hong Kong e a respeitar uma série de liberdades não concedidas aos cidadãos da China continental até 2047, após recuperar a soberania do território de mãos britânicas em 1997. / EFE

 

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