Manifestantes enfrentam 7h de insultos em Cuba

O grupo 'damas de branco' defende direitos de prisioneiros políticos e foi cercado por simpatizantes do governo.

BBC Brasil, BBC

26 de abril de 2010 | 12h45

Partidários do governo de Cuba impediram um grupo de mulheres conhecidas como "Damas de Branco" de realizar uma passeata no domingo em Havana em defesa dos direitos de prisioneiros políticos.

A multidão cercou e insultou por cerca de sete horas as mulheres - que são esposas e mães de prisioneiros.

As Damas de Branco vêm realizando passeatas semanais todos os domingos na saída da missa há vários anos. No começo deste mês, simpatizantes do governo passaram a hostilizar o grupo. As mulheres permaneceram quietas diante dos insultos da multidão.

As autoridades cubanas afirmam que as Damas de Branco não têm autorização para fazer passeatas em Havana.

Segundo o correspondente da BBC em Havana Michael Voss, o governo cubano nega a existência de presos políticos no país, afirmando que as pessoas que estão detidas são mercenários a serviço do governo dos Estados Unidos.

Recentemente, o presidente de Cuba, Raul Castro, disse que países ocidentais lançaram uma campanha para difamar o país, provocando incidentes como esse.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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