Manifestantes ferem policiais em protesto contra G-20

Vários policiais foram feridos neste sábado quando um grupo de cerca de 100 manifestantes enfrentou policiais que protegem a reunião dos ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais do Grupo dos 20 países mais desenvolvidos (G-20), em Melbourne. Uma porta-voz da polícia não soube informar quantos foram feridos. Um dos agentes foi levado ao hospital com suspeita de fratura de costela, segundo a agência de notícias australiana AAP. A fonte afirmou que os manifestantes agrediram um cinegrafista de televisão e danificaram uma caminhonete. Até a tarde deste sábado não houve detenções. A briga começou quando um grupo de manifestantes tentou passar pelas barricadas colocadas perto do hotel que recebe os dois dias de debates. Cerca de 3 mil pessoas, de acordo com a polícia, se reuniram ao redor da Biblioteca Nacional, no centro de Melbourne, convocados por um movimento antiglobalização formado por mais de 20 grupos de ativistas, com o lema "Vamos parar o G-20". O ativista aborígine Robbie Thorpe denunciou que a Austrália "é uma instituição de racismo, construída sobre o genocídio dos antigos habitantes". "O G-20 é cúmplice com o genocídio da população aborígine", afirmou Thorpe. Sucesso O ministro da Fazenda da Austrália, Peter Costello, afirmou em entrevista coletiva neste sábado que a reunião do G-20 está sendo um sucesso, apesar dos protestos. "O fato de realizar uma reunião de 20 países que representam 90% do PIB mundial é um sucesso, e sabemos que houve tentativas de invadir a reunião e causar problemas", comentou. Costello disse que entre as milhares de pessoas que se manifestam nos arredores do hotel que acolhe os debates, há um grupo violento que foi treinado para causar problemas. "Estão tentando sujar a reputação de Melbourne e da Austrália", afirmou o ministro. Sobre o conteúdo das sessões, Costello disse que os ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais comemoraram a evolução da economia mundial. "Vimos que a economia está crescendo também nas economias emergentes, como Índia, China e Indonésia, que querem compartilhar seus avanços para melhorar seus níveis de vida", apontou. O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), o espanhol Rodrigo de Rato, afirmou que "a situação econômica global é muito positiva em termos de crescimento". Costello relatou que o presidente do Federal Reserve dos Estados Unidos, Ben Bernanke, expôs a situação da economia americana, das dificuldades à vista e das suas previsões. Um dos aspectos mais otimistas é o crescimento na América, Japão e Europa", opinou Costello. Ele acrescentou que neste sábado houve um encontro com representantes do setor privado, que apoiaram a visão dos delegados do G-20 sobre a necessidade de aumentar o investimento no setor energético. "Existe um acordo generalizado sobre a necessidade de aumentar a oferta e promover os investimentos, e em conseqüência baratear a energia, também nas economias desenvolvidas", disse. Costello concluiu dizendo que os representantes dos 20 países também discutiram a mudança climática e como reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa. Os membros do G-20 são Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, França, Alemanha, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Coréia do Sul, Rússia, Arábia Saudita, África do Sul, Turquia, Reino Unido, Estados Unidos e União Européia.

Agencia Estado,

18 Novembro 2006 | 13h02

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