Manifestantes húngaros pedem saída de primeiro-ministro

Manifestantes húngaros entraram em confronto com a polícia nesta segunda-feira, dia em que foi comemorado os 50 anos da revolta contra a ocupação soviética.Os protestos são uma continuação do movimento iniciado em setembro contra o primeiro-ministro Ferenc Gyurcsány, que admitiu em uma gravação ter mentido sobre a situação econômica do país para conseguir a reeleição.Em vários pontos da capital, Budapeste, os policiais precisaram usar bombas de gás lacrimogêneo, balas de borracha e canhões de água para conter os manifestantes. A maior concentração foi no centro da cidade, perto da sede do Parlamento, onde o grupo pedia a renúncia do primeiro-ministro.Durante a tarde, helicópteros da polícia sobrevoaram regiões onde estavam concentradas três mil pessoas que participariam das marchas. As autoridades advertiam que as ruas centrais deveriam ser desocupadas ou o movimento seria reprimidoEntre os manifestantes, havia os chamados "cabeças raspadas", que geralmente são associados a grupos políticos de extrema direita da Hungria.O maior partido de oposição conversadora convocou um protesto, em que esperava reunir 40 mil pessoas e do qual participou o presidente do Parlamento Popular Europeu, o holandês Wilfried Martens.Os confrontos aconteceram ao mesmo tempo em que representantes de 50 países participavam dos atos oficiais em comemoração à revolução popular de outubro e novembro de 1956. Na época, os confrontos com as tropas soviéticas deixaram cerca de 2,5 mil mortos e causaram o êxodo de 200 mil pessoas para países da Europa Ocidental.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.