Manifestantes invadem hospital na capital tailandesa

Um importante hospital da capital tailandesa, Bangcoc, desalojou hoje seus pacientes e suspendeu quase todas as suas atividades, pois manifestantes contrários ao governo haviam invadido o local. Um grupo dos chamados Camisas Vermelhas invadiu o Hospital Chulalongkorn na noite de ontem, apesar dos pedidos do diretor para preservar a instituição.

AE-AP, Agência Estado

30 de abril de 2010 | 12h19

Os manifestantes buscavam policiais e soldados no hospital. Como não os encontraram, retornaram para a zona próxima onde estão acampados. O hospital suspendeu as suas atividades, exceto para cirurgias de emergência.

O primeiro-ministro tailandês, Abhisit Vejjajiva, apareceu na televisão nacional para criticar as ações recentes dos manifestantes, que paralisaram várias áreas do centro da capital. Os Camisas Vermelhas, em sua maioria gente pobre do campo, pedem a dissolução do Parlamento e a realização de eleições.

Os oposicionistas afirmam que Abhisit chegou ao poder por sua cumplicidade com a elite burocrata e o Exército - o premier foi eleito em votação indireta do Parlamento. Antes disso, os militares haviam derrubado o então primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, em um golpe de estado em 2006.

"Não é necessário que eu condene (a invasão do hospital), pois a sociedade tailandesa e a comunidade mundial já o fizeram", disse Abhisit. Ele acrescentou que o governo "não permitirá nenhum movimento que represente ameaça para a população". Mais tarde, os manifestantes abriram uma parte de uma barricada a fim de permitir a entrada de veículos em uma das entradas do Hospital Chulalongkorn.

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