Manifestantes invadem prédio público em Hong Kong

Manifestantes invadem prédio público em Hong Kong

Polícia prendeu quatro pessoas que tentavam entrar à força no edifício do Legislativo; três policiais ficaram feridos após confrontos 

O Estado de S. Paulo

19 de novembro de 2014 | 15h02



HONG KONG - Um pequeno grupo de manifestantes pró-democracia de Hong Kong invadiu o prédio do Legislativo da cidade por uma porta lateral nesta quarta-feira, 19. A polícia prendeu algumas pessoas que tentavam entrar, num momento de escalada das tensões após um período de calma na região controlada pela China.

O incidente aconteceu poucas horas depois de agentes terem desmantelado parte de um acampamento de manifestantes no coração da cidade, ocupado durante quase dois meses, mas mantendo a maior parte do local dos protestos principais intacto.

Cerca de 100 policiais com capacetes, bastões e escudos montaram guarda do lado de fora do edifício do Legislativo, enfrentando os manifestantes que exigem eleições livres para a escolha do próximo líder regional em 2017.

Quatro pessoas, de idades entre 18 e 24 anos, foram presas, e três policiais foram levados ao hospital com ferimentos, informou a polícia em um comunicado. O local das manifestações estava tranquilo no final da manhã, só com alguns policiais de guarda.

Foi a primeira vez que os manifestantes invadiram um prédio público importante, desafiando as expectativas de muitos analistas políticos que haviam previsto que o movimento iria perder força aos poucos.

Um pequeno grupo de manifestantes partiu em direção ao prédio do Legislativo e usou barricadas de metal e placas de concreto para destruir a porta lateral de vidro. Eles conseguiram rompê-la com golpes e vários entraram no prédio, disseram testemunhas.

Dezenas de policiais do batalhão de choque correram para o local, usando spray de pimenta e bastões para impedir outros manifestantes de também abrirem caminho à força.

O parlamentar pró-democracia Fernando Cheung, que estava no local, afirmou que ele e outros manifestantes tentaram impedir os ativistas de entrarem recorrendo à violência. "Este é um incidente muito, muito isolado. Acho que é uma enorme infelicidade e é algo que não queremos ver acontecer, porque até agora o movimento tem sido pacífico."

Hong Kong, uma ex-colônia britânica, voltou para o controle da China em 1997 sob a fórmula "um país, dois sistemas", que dá à metrópole mais autonomia do que à China continental e vê o sufrágio universal como uma meta de longo prazo.

Pequim disse que permitirá eleições livres para o próximo líder executivo, como é chamado o governante de Hong Kong, mas só com candidatos pré-aprovados. Os manifestantes exigem liberdade para escolher os concorrentes. /REUTERS

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