Manifestantes marcham contra ajuda militar dos EUA à Colômbia

Centenas de manifestantes marcharam pelas ruas centrais de Washington, até o Congresso, durante a hora de pico nesta segunda-feira, em oposição à ajuda militar americana à Colômbia. Policiais, cujo número era de pelo menos a metade do número de manifestantes, tentaram liberar as ruas para o trânsito. A marcha não havia sido autorizada, e pelo menos 30 de seus 3.000 participantes (número estimado pela polícia) foram detidos. Os manifestantes defenderam seu direito de protestar. "A desobediência civil é parte do movimento", disse Glenn Fiscella, um dos ativistas. "É uma ferramenta democrática como é o voto ou a carta ao diretor do jornal. As pessoas podem ser enérgicas e ativas sem serem violentas, e assim é o nosso movimento". Os protestos nas ruas e calçadas ao longo do trajeto de 2.400 metros entre o monumento a George Washington e o Capitólio (a sede do Congresso) foi o ponto culminante de um fim de semana de protestos, no geral pacíficos, por ocasião das reuniões de primavera do Banco Mundial (Bird) e do Fundo Monterário Internacional (FMI). Dezenas de manifestantes ajoelharam-se hoje, cantando, nos jardins ao lado do Capitólio. A polícia os deixou cantar por 10 minutos antes de alertá-los de que estavam obstruindo a rua, e eles então se dispersaram. Pouco antes, em um local um pouco mais distante do Congresso, algumas centenas de pessoas já haviam expressado, cantando hinos, seu protesto contra a proposta do governo do presidente George W. Bush de ampliar a ajuda militar à Colômbia.

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