Alex Hofford/Efe
Alex Hofford/Efe

Manifestantes marcham pela democracia em Hong Kong

Os manifestantes se opõem a decisão de que os candidatos para a eleição de 2017 do chefe-executivo de Hong Kong sejam avaliados por um comitê controlado em grande parte pelo governo chinês

Estadão Conteúdo

01 de fevereiro de 2015 | 09h37

Milhares de manifestantes pró-democracia marcharam pelas ruas de Hong Kong, neste domingo, 1º, no primeiro protesto realizado no país desde as enormes manifestações no ano passado.

Cantando "Não ao sufrágio universal falso. Quero sufrágio universal genuíno", os manifestantes seguravam guarda-chuvas amarelos, que se tornaram um símbolo dos protestos anteriores, quando os ativistas os usavam para se defender contra o uso de spray de pimenta pela polícia.

A marcha pareceu organizada e pacífica ao longo do dia. O evento anual geralmente é realizada em 1º de janeiro, mas foi adiado por um mês para neste ano com as consultas do governo sobre a reforma eleitoral.

A polícia não levantou qualquer objeção à marcha, embora o departamento tenha emitido uma notificação formal no último fim de semana, destacando que os organizadores deveriam garantir que nenhum dos manifestantes tentaria ocupar as ruas, como aconteceu durante a protestos em massa.

Os manifestantes se opõem contra a decisão do governo chinês de que os candidatos para a eleição de 2017 do chefe-executivo de Hong Kong sejam avaliados por um comitê controlado em grande parte por Pequim.

O plano final de eleição deve ser aprovado por uma maioria de dois terços do Conselho Legislativo de Hong Kong, antes de ser apresentado às autoridades em Pequim. Mas os parlamentares pró-democracia, que detêm 40% dos assentos na Casa, disseram que vetariam a proposta.

"Este é um pseudo sufrágio universal, nós não temos o direito de eleger quem nós queremos", disse a manifestante Julia Choi. Fonte: Associated Press.

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