Manifestantes no Bahrein pedem a saída da monarquia do regime

Pelo menos oito pessoas morreram desde o começo dos protestos na semana passada

Associated Press

21 de fevereiro de 2011 | 11h35

Manifestantes ocupam a Praça da Pérola na capital Manama. Foto: Caren Firouz/Reuters

 

 

MANAMA - Um grupo de manifestantes exigiu nesta segunda-feira, 21, a saída de toda a monarquia governante do Bahrein, como parte de suas demandas para colocar um fim a uma onda protestos populares no país, que já dura mais de uma semana.

 

A tensão no arquipélago persiste depois que forças de segurança abriram fogo na semana passada contra os manifestantes que tentaram reocupar a Praça da Pérola, um lugar de simbolismo político no país.

 

Pelo menos oito pessoas morreram e centenas ficaram feridas nos enfrentamentos no Bahrein desde que as mobilizações populares no mundo árabe se propagaram na semana passada.

 

Um manifestante, Abdul Redha Mohamed Hasan, de 32 anos, morreu nesta segunda em um hospital devido a ferimentos de um tiro em sua cabeça quando tentava se juntar a uma marcha que se dirigia à praça, disse sua família.

 

O Bahrein, apesar de ser uma nação pequena, tem uma importância estratégica para os Estados Unidos devido à base da 5º Frota da Armada americana, que constitui o principal contrapeso militar ao Irã.

 

O autodenominado grupo "Juventude do 14 de fevereiro" (o dia em que os protestos começaram) tomou uma postura inflexível quanto a qualquer possível diálogo entre a oposição e a monarquia.

 

"Exigimos o fim do regime opressor de Al-Jalifa", disse o grupo em um manifesto em referência à família real que governa o país. "O povo deve decidir o tipo de sistema (de governo) que deseja", apontou.

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