Manifestantes ocupam Prefeitura de Chumphon, na Tailândia

Ocupação acontece em apoio aos protestos em Bangcoc pela renúncia do primeiro-ministro Samak Sundaravej

Efe,

03 de setembro de 2008 | 04h36

Manifestantes ocuparam nesta quarta-feira, 3, a Prefeitura de uma capital provincial do sul da Tailândia, em apoio aos protestos em Bangcoc pela renúncia do primeiro-ministro Samak Sundaravej.  Policiais informaram que cerca de 500 manifestantes invadiram a Prefeitura de Chumphon, um povoado com 34 mil habitantes e 460 quilômetros ao sul de Bangcoc. A Prefeitura de Phuket, um dos principais destinos turísticos do sul da Tailândia, permanece tomada desde a véspera, enquanto a da vizinha Krabi foi ocupada e desocupada sem atos de violência na terça-feira. Em Bangcoc, mais de mil policiais cercam desde o começo da manhã desta quarta-feira os manifestantes que ocupam a sede do governo da Tailândia. A polícia afirmou que os agentes estão velando pela segurança dos ativistas, e não foram registrados incidentes violentos durante as primeiras 24 horas desde a entrada em vigor de uma medida de emergência. Divididos em quatro companhias, os policiais foram desdobrados nos limites do palácio governamental e nas proximidades do quartel general do Exército. Estado de emergência Na primeira noite com estado de emergência em vigor na capital tailandesa, não foram registrados atos de violência entre as forças de segurança e os manifestantes, que há mais de uma semana ocupam a sede do governo, informou nesta quarta-feira a polícia. Durante a madrugada, os ativistas se acalmaram diante dos rumores de que os soldados não invadiriam o palácio para tirar à força os opositores. E, ao amanhecer, muitos manifestantes abandonaram o local para descansar. No dia anterior (hora local), o primeiro-ministro do país, Samak Sundaravej, decretara estado de emergência em Bangcoc após a batalha campal de segunda-feira entre os manifestantes da oposição e seguidores do governo, na qual uma pessoa morreu e 44 ficaram feridas. Sonthi Limthongkul, fundador da opositora Aliança do Povo para a Democracia (APD), que liderou os protestos, anunciou que estes terminarão em menos de dois dias. Além disso, afirmou acreditar que soldados não usarão a força contra os manifestantes.

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