Manifestantes oposicionistas invadem hospital em Bangcoc

Pacientes tiveram que ser retirados e atividades foram suspensas no local

AP

30 de abril de 2010 | 09h04

BANGCOC - Um importante hospital da capital tailandesa retirou nesta sexta-feira, 30, seus pacientes e suspendeu quase todas as atividades devido aos manifestantes oposicionistas que invadiram o local ao suspeitar da presença de forças do governo na área.

 

Um grupo dos chamados "camisas vermelhas" invadiu o Hospital Chulalongkorn na noite de quinta-feira apesar das súplicas e seu diretor. Ao não encontrar soldados ou policiais, os manifestantes regressaram à zona que ocupam perto do hospital.

 

O hospital decidiu suspender todas as suas atividades, menos as cirurgias de emergência.

 

O primeiro-ministro Abhisit Vejjajiva, a quem os opositores pretender depor,apareceu na televisão nacional para criticar as recentes ações dos manifestantes que paralisaram diversas regiões do centro de Bangcoc.

 

Os camisas vermelhas, em sua maioria gente do campo e pobres da cidade, pedem a dissolução do parlamento e a realização de novas eleições.

 

Os opositores de Abhsit chegou ao poder em cumplicidade com a elite da burocracia de Bangcoc e o exército, que derrubou seu líder - o ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra - em um golpe de estado de 2006.

 

"Não é necessário que eu condene (a invasão do hospital) pois a sociedade tailandesa e a comunidade mundial já o fizeram", disse Abhisit e acrescentou que o governo "não permitirá que nenhum movimento represente ameaças para a população".

 

Mais tarde, os manifestantes abriram parte de uma barricada para permitir a entrada de veículos em uma das ruas próximas ao hospital de Chulalongkorn.

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