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Manifestantes pró e contra Morsi entram em confronto

Centenas de oponentes e partidários de Mohammed Morsi, o presidente islamita do Egito, entraram em confronto nesta sexta-feira durante uma manifestação convocada pelos aliados de Morsi no qual pediam que o presidente "limpe o judiciário" de supostos partidários do antigo regime.

Agência Estado

19 de abril de 2013 | 16h01

Atos de violência se tornaram uma marca da política egípcia. Nas últimas semanas, várias passeatas e comícios realizados por várias correntes políticas se transformaram em batalhas de rua.

Milhares de partidários de Morsi, a maioria favorável à Irmandade Muçulmana e outros grupos islamitas, realizaram uma manifestação do lado de fora do Tribunal Superior no Cairo e na cidade costeira de Alexandria, exigindo a "limpeza do judiciário". As marchas acontecem no momento em que o legislativo, dominado pelos islamitas, anunciavam planos para iniciar o debate de um projeto de lei que regulamenta os tribunais.

Os partidários do projeto o consideram uma forma de assegurar a independência do Judiciário, mas opositores temem que o objetivo dos islamitas seja remover os juízes e substitui-los por outros que apoiem a agenda da Irmandade de consolidar sua permanência no poder.

Um integrante da Irmandade deu a entender que a nova lei poderia forçar até um quarto dos mais de 13 mil juízes e funcionários do Ministério Público a se aposentar.

Quando alguns islamitas tomaram a direção da praça Tahrir, no Cairo, encontraram membros da juventude anti-Morsi, alguns usando máscaras, a alguns quarteirões da praça. Não ficou claro quem deu início ao confronto, mas no final eles estavam jogando pedras uns contra os outros.

Um ônibus foi incendiado e o som de balas de chumbinho podia ser ouvido no ar. Gás lacrimogêneo também foi lançado, embora não houvesse policiais por perto.

Alguns jovens mascarados e alguns islamitas portavam pistolas caseiras. Outros seguravam barras de ferro e galhos de árvores e chegaram a quebrar parte do pavimento e usar pedaços e concreto e asfalto para jogar contra os adversários. Pelo menos 39 pessoas ficaram feridas, segundo a agência de notícias estatal Mena.

Mais tarde, a polícia se dirigiu ao local, na tentativa de interromper os confrontos, mas eles se espalharam pelas ruas laterais. O Ministério do Interior pediu que "todas as forças políticas" se retirassem das ruas.

O Egito está profundamente dividido a respeito do governo de Morsi e da dominação política de seus aliados islamitas, o que tem levado a repetidos atos de violência, embora a economia do país continue a se deteriorar. As informações são da Associated Press.

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