Manifestantes pró-Obrador bloqueiam companhias acusadas de influenciar eleição

Partidários do ex-candidato esquerdista a presidência do México, Andres Manuel Lopez Obrador, fizeram piquetes em escritórios de uma companhia de alimentos que, segundo os manifestantes, tentou impulsionar as eleições de 2 de julho a favor do candidato conservador - e vencedor da eleição - Felipe Calderón. Os manifestantes prometeram protestos contra outras duas dezenas de corporações. Lopez Obrador, do Partido da Revolução Democrática (PRD), afirma que uma fraude e o capital das empresas lhe custaram a eleição. Ele prometeu que os protestos de apoio a ele não "atingirão o direito dos outros", mas seu partido qualificou seu próprio sentimento após as corporações acusarem os manifestantes de proibirem a entrada de seus empregados nas firmas: "Não atingiremos o direito dos outros enquanto for possível", disse Gerardo Fernandez, porta voz do PRD.Outros protestosA sexta-feira foi repleta de protestos por toda a Cidade do México. Na maior manifestação, membros do partido de Lopez Obrador impediram que centenas de caminhões de entregas saíssem de um armazém da companhia de batatas chip Sabritas, uma subsidiária da PepsiCo. Desde o último domingo, esquerdistas protestam no lado de fora de uma câmara do comércio, um banco e uma companhia de linhas aéreas após Lopez Obrador, que era prefeito da Cidade do México até antes da corrida eleitoral, pedir uma campanha de "resistência civil" para pressionar seu pedido para uma recontagem total e manual dos votos.Uma empresa irritou Lopez Obrador ao televisionar, no período pré-eleitoral, comerciais que alertavam os mexicanos de que uma revisão da política econômica poderia quebrar a atual. Outro grupo de seus partidários fizeram um protesto em frente ao estúdio da Televisa, a maior emissora televisiva do país, dizendo que a emissora falhou ao ser parcial no tratamento e no tempo dado a López Obrador. De acordo com a contagem oficial dos votos, Calderón venceu a eleição com uma vantagem de apenas 0,6%, mas Lopez Obrador apelou ao principal tribunal eleitoral do país exigindo a recontagem, pois, segundo ele, houve erro no cálculo e irregularidades durante a votação. Na quarta-feira, o tribunal concordou em ouvir as queixas, por meio de times de advogados, de todos os grandes partidos que disputaram a eleição. Tal decisão quebrou a tradição eleitoral do México, pois, normalmente, os procedimentos da corte mexicana para esses casos se baseiam apenas em evidências documentadas.

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