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Manifestantes pró-Rússia ocupam prédios no leste da Ucrânia

Putin fala com Merkel e pede a retirada de tropas ucranianas do leste do país

O Estado de S. Paulo,

01 Maio 2014 | 11h17

KIEV- Manifestantes pró-Rússia ocuparam nesta quinta-feira, 1, a sede da Procuradoria-Geral da Ucrânia em Donetsk, no leste do país. Na Rússia, o presidente Vladimir Putin pediu a retirada de tropas ucranianas do leste do país.

A polícia antidistúrbio tentou dispersar o protesto com granadas de efeito moral, enquanto os manifestantes buscaram refúgio no prédio.

No ato, centenas de pessoas marcharam em favor da República Popular de Donetsk, movimento que busca maior autonomia de Kiev e até independência e possível anexação à Rússia.

Donetsk é o principal centro industrial do leste da Ucrânia, de maioria russa. Desde a derrubada do presidente pró-Moscou, Viktor Yanukovich, a insatisfação da região com o governo interino tem aumentado.

Pressão. À chanceler alemã, Angela Merkel, Putin defendeu a retirada de tropas ucranianas do sudeste do país, o fim da violência e o início de um diálogo nacional, informou o Kremlin.

Segundo o gabinete da premiê alemã, Merkel pediu a ajuda de Putin para libertar monitores da Organização para Segurança e Cooperação da Europa OSCE) detidos por milícias pró-Rússia na região.

"A chanceler lembrou o presidente Putin da responsabilidade russa como membro da OCE e pediu que ele use sua influência", disse a porta-voz Christiane Wurtz." Eles também conversaram da importância das eleições do dia 25 de maio para a estabilidade do país.

Farsa. O Ministério de Relações Exteriores da Rússia disse nesta quinta-feira que a proposta do primeiro ministro ucraniano de realizar uma pesquisa sobre a integridade da unidade territorial na Ucrânia é uma farsa que irá ampliar a crise no país.

Na véspera, o primeiro ministro da Ucrânia, Arseny Yatseniuk, disse que o governo iria enviar ao parlamento uma lei para conduzir uma pesquisa nacional sobre unidade ucraniana e integridade territorial em 25 de maio, quando o país também irá fazer uma eleição presidencial.

O Ministério de Relações Exteriores da Rússia disse em um comunicado que os planos são "cínicos". / AP e REUTERS

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