Manifestantes protestam após polícia matar jovem no Sudão

A polícia usou gás lacrimogêneo para dispersar um protesto no leste do Sudão nesta terça-feira, depois que a polícia matou um garoto de 13 anos ao perseguir um caminhão, disse uma testemunha.

REUTERS

01 de novembro de 2011 | 19h10

O descontentamento no país africano tem sido crescente devido a uma grave crise econômica, com elevados preços dos alimentos e falta de desenvolvimento.

Centenas de moradores se reuniram na cidade de Kassala, perto da fronteira com a Eritreia, nesta terça-feira, depois que o garoto de 13 anos morreu. Um menino de 12 anos também foi ferido durante a perseguição.

"A polícia usou gás lacrimogêneo para dispersar o protesto. As pessoas estão com muita raiva", disse a testemunha, que pediu para não ser identificada.

Um porta-voz da polícia informou que o menino havia sido morto acidentalmente quando a polícia abriu fogo contra um caminhão que estava transportando alimentos suspeitos de contrabando. Ele disse que a polícia em Kassala está investigando o incidente.

Protestos são raros no Sudão, apesar de que pequenas manifestações contra o aumento da inflação foram realizadas na capital Cartum nas últimas semanas.

O Sudão tem sofrido com uma crise desde que o seu ex-inimigo de guerra Sudão do Sul ficou com grande parte da produção de petróleo quando se tornou independente em julho. A falta de receitas do petróleo, a principal fonte de renda do país, tem impulsionado a inflação.

O presidente do Sudão, Omar Hassan al-Bashir, visitou Kassala na semana passada para anunciar os projetos do governo na região.

(Reportagem de Khalid Abdelaziz)

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