Iranian Labor News Agency via AP
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Manifestantes protestam contra crise econômica na capital do Irã e são reprimidos

Confrontos com a polícia em Teerã começaram após pessoas protestarem em mercado histórico; gás lacrimogêneo foi usado para conter a situação

O Estado de S.Paulo

25 de junho de 2018 | 10h53

DUBAI, EMIRADOS ÁRABES UNIDOS - Protestos eclodiram no Irã nesta segunda-feira, 25, quando manifestantes tomaram o  mercado histórico de Teerã, conhecido como Grand Bazaar. Segundo a agência ISNA, o protesto, motivado pela economia conturbada do país, obrigou os lojistas a fechar suas barracas. 

Em vídeos postados nas redes sociais, manifestantes confrontavam os comerciantes que se recusavam a fechar suas lojas e os acusavam de covardia.

Desde o domingo 24, o rial iraniano caiu de US$ 90 mil para US$ 1 no mercado negro de câmbio no país, mesmo com as tentativas do governo de controlar a taxa. O problema econômico aumentou significativamente quando as empresas internacionais se afastaram do país, motivadas pela decisão do presidente americano, Donald Trump, de retirar os Estados Unidos do acordo nuclear firmado com o Irã e outras potências.

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Ainda nesta segunda-feira, manifestantes foram até o Parlamento na capital Teerã, onde houve confrontos entre a população e policiais. Imagens postadas nas redes sociais mostram correria e manifestantes gritando "eles nos atacaram com gás lacrimogêneo!". 

No final de 2017, protestos semelhantes abalaram o país, espalhando-se por 75 cidades e vilas. Entre dezembro e janeiro, pelo menos 25 pessoas morreram e quase 5 mil foram presas. Foram as maiores manifestações no Irã desde 2009 e ficaram marcadas como o Movimento Verde Iraniano. / AP

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