Manifestantes são acusados de roubar sede tailandesa

Custo das perdas causadas nos escritórios chega a US$ 1,12 milhão, segundo autoridades

Efe,

09 de dezembro de 2008 | 06h10

A Polícia da Tailândia acusou nesta terça-feira, 9, os manifestantes antigovernamentais de terem roubado documentos oficiais de segurança nacional durante os três meses em que ocuparam a sede do governo em Bangcoc. Teriam sido roubados computadores e discos rígidos dos escritórios do Conselho Nacional de Segurança, que se encontram dentro da sede governamental. Este organismo calcula que o custo das perdas causadas em seus escritórios chega a 40 milhões de bat (cerca de US$ 1,12 milhão). Os agentes continuam procurando por armas e explosivos que poderiam ter sido deixados pelos seguidores da Aliança do Povo para a Democracia, que desocuparam o complexo na semana passada, após pôr fim a seus protestos. A sede do governo abriu na segunda-feira suas portas pela primeira vez em 192 dias, e estará em pleno funcionamento dentro de duas semanas. Os dois aeroportos de Bangcoc, ocupados por uma semana pela Aliança, voltaram a operar há seis dias. Os manifestantes encerraram os protestos depois de o Tribunal Constitucional dissolver por fraude eleitoral três partidos da coalizão governamental e desabilitar o primeiro-ministro, Somchai Wongsawat, junto com 14 de seus ministros. A Aliança acusava o governo de corrupção e de ser um fantoche do ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, deposto por um golpe de Estado em 2006 e condenado "à revelia a dois anos de prisão por abuso de poder".

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