Manifestantes se negam a deixar praça em Istambul

Os protestos contra o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, irão prosseguir na praça Taksim, em Istambul. O anúncio, que foi feito pelo grupo Solidariedade Taksim, tensiona ainda mais a relação entre os manifestantes e Erdogan.

LUÍS LIMA, Agência Estado

15 de junho de 2013 | 11h48

"Vamos continuar a nossa resistência para enfrentar toda a injustiça que vem ocorrendo em nosso país", afirmou o grupo em um comunicado. A decisão acontece em paralelo com a intenção de partidários de Erdogan de realizar manifestações pró-governo neste sábado, 15, e domingo, 16, em Ancara e Istambul.

Na quinta-feira, 13, o primeiro-ministro emitiu um "último" alerta, orientando os manifestantes a sair do parque.

O presidente da Turquia, Abdullah Gul, escreveu neste sábado no microblog Twitter que "todos devem voltar para casa", insistindo que "os canais de discussão e diálogo" já abriram possíveis negociações entre Erdogan e representantes dos protestos.

Durante a noite, a polícia usou canhões de água e bombas de gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes que se reuniram perto do Parlamento da Turquia na capital, Ancara. Foi o último confronto entre manifestantes e as forças do governo. As informações são da Associated Press e da Dow Jones Newswires.

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