Manifestantes sírios convocam greve geral para a quarta-feira

Paralisação tentará inibir repressão do governo atingindo-o no aspecto econômico

Agência Estado

17 de maio de 2011 | 20h56

BEIRUTE - Manifestantes sírios convocaram uma greve geral para a quarta-feira, 18, pedindo aos estudantes que não compareçam às aulas e aos comerciários que mantenham as lojas fechadas no país inteiro, em uma nova estratégia para desafiar a repressão do governo do presidente Bashar al-Assad. A greve tenta parar a repressão atingindo o governo no aspecto econômico.

 

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"Será um dia de punição ao regime feito pelos revolucionários livres. Sem escolas, sem universidades, sem lojas e restaurantes e mesmo sem táxis. Nada", disse um comunicado postado na página Revolução Síria 2011, no Facebook, nesta terça-feira, 17.

 

 

O chamado de greve ocorre no momento em que os Estados Unidos e a União Europeia planejam novas sanções contra a liderança síria. Em Washington, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse ao lado da chefe de política externa da União Europeia (UE), Catherine Ashton, que nos próximos dias sanções mais fortes deverão ser impostas contra os governantes sírios.

 

Também nesta terça, os EUA demonstraram um endurecimento de sua postura em relação à situação na Síria. O porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, disse que a Síria deveria passar por reformas democráticas. "Os recentes eventos no país provam que o país não pode voltar à situação de antes. O futuro da Síria só será seguro se houver um governo que seja reflexo da vontade do povo", disse Carney, acrescentando que o tempo está acabando para que Damasco promova mudanças.

 

Organizações e grupos de defesa dos direitos humanos estimam que 750 pessoas foram mortas na Síria, a maioria pelo governo, desde que começaram os protestos contra o regime em 18 de março. Mais de 8 mil pessoas foram detidas. As informações são da Associated Press.

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