Manifestantes tailandeses mantêm cerco ao Parlamento

Os manifestantes são conhecidos como "camisas vermelhas" pelas cores que vestem

EFE,

30 de dezembro de 2008 | 03h03

Os detratores do novo Governo da Tailândia cercaram nesta segunda-feira, pelo segundo dia consecutivo, o Parlamento para impedir que o primeiro-ministro Abhisit Vejjajiva exponha o programa político do Executivo e comece a governar. Os manifestantes, conhecidos como "camisas vermelhas" pelas cores que vestem, são partidários do ex-premier Thaksin Shinawatra, deposto pelos militares no golpe de Estado de setembro de 2006 e foragido da Justiça tailandesa. Em comunicado, o Governo reiterou que tentará de novo chegar a uma solução pacífica com os manifestantes para pôr fim ao cerco em torno da sede do legislativo e permitir, assim, que o primeiro-ministro pronuncie seu discurso. "A política do Governo não contempla o uso da violência", disse o ministro da Informação, Satit Wongnongtaey, a um canal estatal de televisão. O discurso é um requisito estabelecido pela Constituição para que o Governo possa administrar de forma oficial o país, imerso em uma crise política sem precedentes. A chegada ao poder de Vejjajiva, terceiro primeiro-ministro tailandês em menos de quatro meses, foi vista por muitos analistas como a esperança de pôr fim a meses de crise política, que começou em maio passado. Vejjajiva foi eleito chefe de Governo em 15 de dezembro e recebeu apoio do influente Prem Tinsulanonda, primeiro conselheiro do rei Bhumbol Adulyadej.

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