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Manifestantes vão às ruas da Espanha para marcar um ano dos 'Indignados'

Movimento de protesto começou em 2011 devido à crise econômica do país.

Por BBC Brasil
Atualização:

Milhares de manifestantes foram às ruas de várias cidades da Espanha neste sábado para marcar o primeiro aniversário do Movimento de Protesto Indignados. Muitos devem se reunir na praça Puerta del Sol, no centro da capital, Madri, ainda neste sábado. Em 2011, o Movimento Indignados estabeleceu um acampamento na praça, mas as autoridades afirmaram que, neste sábado, vão impedir que os manifestantes passem a noite no local. "O objetivo de hoje é recuperar os espaços públicos", disse a manifestante Sofia Ruiz à agência de notícias Reuters. "Também é uma forma de celebrar o fato de existirmos há um ano e que vamos estar aqui até que o sistema mude, que sejamos ouvidos ou que eles levem em conta nossas reivindicações", acrescentou. O movimento de protesto foi formado devido ao impacto da pior crise econômica das últimas décadas na Espanha. O índice de desemprego atingiu recorde em abril e o governo anunciou recentemente mais medidas de austeridade. Outros países Protestos parecidos, organizados pelo movimento Occupy, também estão ocorrendo neste sábado em várias cidades de outros países, incluindo Londres. Na capital britânica, centenas de manifestantes se reuniram em frente à catedral de St. Paul, onde um acampamento de protesto foi retirado pelas autoridades em fevereiro. As manifestações também estão ocorrendo na Itália, Bélgica e Alemanha. Na Espanha, alguns setores da sociedade criticaram os Indignados devido ao fato de os protestos terem tido pouco impacto na política espanhola no último ano. O governo do primeiro-ministro conservador Mariano Rajoy, eleito em novembro de 2011, introduziu cortes orçamentários e aumentos de impostos. Rajoy também anunciou a desregulamentação do mercado de trabalho, o que gerou insatisfação entre os sindicatos do país. "Esta é uma corrida de longa distância, ninguém pode mudar todo um sistema político em um dia ou um ano, leva tempo", disse Noelia Moreno, uma ex-porta-voz dos Indignados de Madri à agência de notícias AFP. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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